quinta-feira, outubro 11, 2007

Musicalidades...


Air - Once Upon A Time Air - Redhead Girl Andrew Bird - Heretics Beck - The New Pollution Blur - Beetlebum Calexico - He Lays In The Reins Cat Power - Say Cat Power - Wild Is The Wind Coldplay - Don't Panic Dead Can Dance - Host Of The Seraphim Death Cab For Cutie - A Lack Of Color Death Cab For Cutie - I Will Follow You Into The Dark Death Cab For Cutie - Transatlanticism Editors - Smokers Outside The Hospital Doors Fiest - 1234 Flaming Lips - All We Have Is Now Flaming Lips - Are You A Hypnotist? Flaming Lips - In The Morning Of The Magicians Imogen Heap - I'm A Lonely Little Petunia Jeff Buckley - Cospus Christi Carol Jeff Buckley - Grace Jeff Buckley - Lover, You Should've Come Over Koop - Come To Me Koop - Koop Island Blues Lady & Bird - La Ballade Of Lady & Bird Lady & Bird - Run In The Morning Sun Lady & Bird - Suicide Is Painless Laura Veirs - Rapture Leonard Cohen - Dance Me To The End Of Love Leonad Cohen - I'm Your Man PJ Harvey - The Mess We're In PJ Harvey - When Under Ether PJ Harvey - You Said Something Radiohead - Everything Is Its Rigth Place Radiohead - Optimistic Red House Painters - All Mixed Up Red House Painters - Song For A Blue Guitar Rufus Wainwright - Beautiful Child Rufus Wainwright - Natasha Spain - Waiting For You To Come The Get Up Kids - I'll Catch You The Shins - Pink Bullets This Mortal Coil - Holocaust Tindersticks - Travelling Light Tom Waits - Grapefruit Moon Venus In Furs - Ladytron
(A sombra...e os seus momentos)

quarta-feira, outubro 03, 2007

Rumos...

Retrato do retrato de uma vida... pretendendo, constantemente, retratar-se nas suas escolhas e opções!

Seguimos o nosso rumo... lado a lado com rumos divergentes. Por vezes rumamos e trespassamos caminhos distintos... e novos labirintos vamos construindo! Perdidos no emaranhado de caminhos cruzados, vamos percorrendo às escuras, trajectos familiares, não por neles caminhar, mas pela constante vontade de os evitar.

Rumos rectos…

Ritmos cruzados pelas ambições…

Curvas cegas pelo desejo…

Tudo é preto e branco... e são os olhos, nossos e de outros... que vão dando cor aos caminhos que vamos traçando (percorrendo-os ou não).

E a vida continua... como sempre... contínua e continua… até que um dia, achamos a saída final do labirinto… e aí, acordamos… (?)

A sombra sombreou aqui (vale a pena visitar)

quinta-feira, setembro 06, 2007

La musica… sempre la musica!

E porque hoje deixou de respirar um dos grandes responsáveis por tornar mais popular a música dita erudita, aqui fica uma breve demonstração de como a música consegue imortaliza alguém.



domingo, setembro 02, 2007

[...]

Olho e volto a olhar para o teclado e só penso na ausência que se manteve presente na minha sombra.
Os dias foram passando, as noites se foram acumulando e as vivencias que outrora tinham sido pintadas nesta tela deixaram simplesmente de o ser. Não sei se por ausência de cores, se por um puro afastamento… apenas sinto que respirei tempo a mais fora da minha água (e não percebo bem o porquê).

quarta-feira, junho 13, 2007

[...]

Rasurei o rascunho amarrotado da saudade…
E reli… sem pressa… sem vontade…
Os escritos depositados na gaveta….

Grão a grão… passou a vida na ampulheta…
Passo a passo… renovou-se um caminho na cidade…
Mentira a mentira… construiu uma verdade…
Suspiro a suspiro… se respira na sarjeta.

E nada mais por mim ficou…
E tudo mais, em mim atracou….

Um dia… de tão claro ser
Cegou-me as virtudes que me viram nascer…
E a noite… que ilumina o parco sorriso…
Nasce na hora certa de um tempo impreciso…

Mas… é tarde demais para sentir…
É cedo, muito cedo para acordar…
Sonho com realidades que me fazem sonhar…
E acordo… acordo, para novamente deixar de existir.


E no fim…
E porque perdura sempre um fim…
Faço questão de não acabar…
O rascunho que a saudade foi abraçar.

sábado, junho 09, 2007

Deito meu corpo dormente...

Deito meu corpo dormente... despedaço-me em mil e um bocados... refugio-me na tempestade que inunda minha alma... fecho-me sem saber ao certo se sou matéria... se sou imaginação... se sou algo ou nada... se sou nada em algo.
Fecho os olhos... conto os segredos do dia a dia que nem eu próprio consegui deter...
Suspiro... de olhar enclausurado... e deixo-me aberto unicamente para o meu interior... tudo continua como lá fora... como naquele quarto negro que a luz não consegue iluminar... abro os olhos para mim, mas... só consigo escutar a musica que todos os Outonos se vai e me vai, alimentando de mim. Cada folha que cai... é uma nota musical que vai dando melodia à minha vida.
Faço do meu olhar a corrente geradora desta musica... e... escuto-me... sonhando que me vejo... de fora para dentro.

quarta-feira, maio 23, 2007

( )?

Um dia...

Perguntei ao silêncio se havia escutado meus sonhos...

(Respondeu-me com um arco-íris de uma cor só...)

Perguntei aquilo que só eu sei...

As respostas, que no silêncio deixei... (essas, nem ele as conhece...)

Perguntei-me por mim...
Respondi em silêncio e esperei...
(Que o silêncio melhor resposta pudesse ter.)

sexta-feira, maio 18, 2007

«Onde andas tu?!»

Ando por aqui…
Morri no dia de ontem e acordei… hoje…
Acordei… num passado mais distante (e mais presente)

Acordei…

Este deserto de infinito fim
Teima não iniciar sequer…
Mas, é nele, é nele que procuro matar a sede que ainda me mantém vivo.

E sigo… sigo para o exacto local onde me encontro (e me perco)
Mesmo assim… não «vês»!

Porque será que todo o mundo pergunta, olhando nos olhos, no rosto… «onde andas tu?!»
(Será difícil saber?)

Ando longe… muito longe… e só por esse motivo me conseguem ainda «ver».

quinta-feira, maio 17, 2007

47 = 11:11

Quarenta e sete novas musicalidades...
E como 47 (4+7=11) musicas conseguem fazer o tempo parar (11:11AM)!

quarta-feira, abril 25, 2007

25 de Abril... Sempre!


E porque ainda ha muito para fazer... 25 de Abril... sempre!

terça-feira, abril 10, 2007

[...]


As palavras não abundam… mas a musica, a melodia, por mais silenciosa que seja… desperta-me! E assim vou eu acordando… de mim e para mim…
Adormeço, sonhando os sonhos sonhados que se escondem nas notas musicais, e construo um mundo de todas as cores e sentidos!
Por isso… hoje… apenas me sento… uno as minhas mãos… deixo-me morrer… e dou asas… dou asas às asas que guardo no peito…

Hoje… nasci sem sol… era o vento quem pintava o dia, pintava-o da cor da água que bebia nas nuvens… matava a sua sede e alimentava-me o dia com os seus segredos incolores.
De mãos atadas… deixei que meus ouvidos abraçassem a musica e fechei os olhos… bem fechados… para que aquela melodia, de mim, não mais saísse…


quarta-feira, fevereiro 28, 2007

(t)Riste

Um sorriso…
(enorme…)
Que nasce em mim e se reflecte na lua…
Propaga-se…
(bem aqui dentro!)
Pelas asas de um silêncio amigo…
(que me consome)
E incendeia-se…
Com o grito de uma lágrima que jamais será tua.

De sorrisos mais se faz uma alegria…
De tristezas menos se faz a poesia…

quarta-feira, janeiro 17, 2007

[...]

E fez-se luz!
O fim de um novo inicio… morreu!
Morreu… na esperança de fazer sentido…
E a noite ainda longe, renasceu…
Dando luz a um outro eu adormecido.
Da névoa se fez a sorte…
Do azar floresceu uma rosa cravada de espinhos…
E daquelas mão que acarinhavam a morte…
Despertaram secretas vontades por outros caminhos.

Nascido nos avessos do teu interior…
Cresceu uma pérola sofrida…
E a saudade… a saudade pelo amor…
Alimenta-se no interior da sua própria ferida.

E há um dia que nasce ao deitar…
E há uma voz que o silêncio propaga…

Nada mais há senão a ilusão…
A ilusão de quem sonha ainda se perdoar
Pelos dias ausentes de chama…
Pelas noites constantes na combustão…
Pelas cinzas que vão pairando no ar….
Pelas tristezas que ainda se ama.

Vai longe, tão longe vai teu eco…

Segues clandestino no teu próprio barco…
Rumas à deriva neste teu imenso mar
E mergulhas bem fundo, até conseguires respirar…
A essência desta alma em que atraco.

E da luz se fez luz…
Que ilumina… que seduz…

segunda-feira, janeiro 01, 2007

A Lua de hoje...


Longe vai o dia… que o sol ajudou a vislumbrar…
E agora, agora és tu a rainha vestida nesse manto de luar…

Ficas senhora dos céus… invades tudo e todos com esse teu véu… e nós, que te avistamos de bem longe… contemplamos ao sabor da música da noite, os recados que vais pintando nos olhos de cada um.
Deixas aqui e ali, bocadinhos de ti… deixas que tua luz se espalhe… e dê um pouco mais de brilho aos nossos olhos… escutamos os recados que os olhares anónimos cravaram na tua aura azul… umas vezes vamos sorrindo, outras vezes ficamos pensativos, mas… deixamo-nos inundar por esse teu azul… sentimos o sal que os mares de lágrimas foram deixando em ti… sentimos o doce dos rios de sorrisos…

Que recados tens tu (para mim)… que azul intenso é esse que te circunda… (e me invade), que saudade transportas no corpo da tua alma… que desejos escondes ainda na sombra imensa que ainda te rodeia… Por mais que ilumines o meu caminho… por mais que me tentes direccionar o olhar para as estradas onde caminho… o teu luar não será nunca uma mera lâmpada... o teu luar, será sempre… a minha sombra.
(a sombra...sombreou por si)

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Ö!

Das palavras faço o vento… e com o vento escrevo nas linhas que os teus cabelos desenham. Deixo-me ondular nesse mar de aromas… e escrevo retratos a preto e branco que unicamente o luar deixa transparecer…
Escondo-me aqui… além…
Mostro-me unicamente no reflexo das tuas pálpebras… (é nelas que desenho os sonhos que vais viver durante a noite…)
Peço silêncio aos meus dedos para não acordar esse sorriso com que te deitas…
Pinto da cor do céu um oceano maior onde possas voar… deixo que o aroma da saudade invada esse teu mar de sal e... espero… (espero que o teu suspiro nocturno te desprenda as asas que escondes nos recantos mais sombrios do teu peito).
Tela inacabada pela ausência dos traços marcados da voz que não mais escutas… por mais que te pinte as feições cor de esperança… a textura de tua pele, revela apenas o deserto seco em que se tornou… a fria pedra que um dia o coração cultivou.

terça-feira, novembro 28, 2006

[...]


"queria de ti um país de bondade e de bruma
queria de ti o mar de uma rosa de espuma"
Mário Cesariny
(a sombra... e os seus momentos)

quarta-feira, novembro 15, 2006

É Noite...


É noite… já vai longa a noite…
Hoje a noite vai adormecer no seu travesseiro de nevoeiro… as mágoas não vão carpir em sons da chuva… vão unicamente, neste silêncio, depositar o dia a dia difuso que a claridade teima em mostrar. É noite… sente-se na sua pele as gotas de orvalho que vão acumulando… a noite hoje não murmura um único sorriso, uma única dor… está adormecida, distante de mim… este nevoeiro parece inebriar tudo e todos, não há um único som… apenas os meus passos parecem existem nesta imensidão de noite… apenas o chão que piso parecem ter uma história para contar… mas não, não… mil vezes não… não quero escutar mais um conto calcorreado pelos passos humanos… não… quero-te a ti noite… quero que me sussurres as brisas distantes… quero que me faças sentir na minha pele… os aromas que viajaram no tempo… quero fechar os olhos e ver mais claro o que tanto gostas de esconder… quero uma vez mais descobrir os teus mistérios… quero que me traduzas os sons das corujas… quero que me olhes nos olhos… e me mostres… a negra cor da tua essência… quero tocar-te… com as mãos… tocar-te e sentir que arrepias… quero…

Mas… hoje, estás envolvida pelo este manto denso e difuso… tens o escudo em alerta… hoje certamente será o teu dia… será o dia em que tu própria queres ser a protagonista naquela historia do travesseiro ser bom conselheiro… hoje não quererás fazer companhia a quem quer que seja… apenas desejas... ficar ai... no teu cantinho… protegida pelo teu manto branco… hoje és tu a ver a luz enquanto «dormes»… hoje serás tu a descansar a alma!
É por tudo isso, todo este silêncio… todos respeitam o deu descanso…

Sabes Noite… tem uma boa noite… (Dorme bem!)

(a sombra... e os seus momentos)

domingo, novembro 12, 2006

Turning

Por mais brilhantes e encantadores que sejam os momentos a preto e branco… há, sem qualquer tipo de dúvida, momentos em que só os vivendo ao vivo e a cores fazem todo e mais algum sentido!
A música pode até colorir a imagem restrita de cores, mas… certamente a imagem aqui criada por cada um de nós… será bem distante… bem diferente… das visões, das cores, das sensações, dos arrepios que ao vivo e a cores pude comprovar!
E é assim… é por este motivo… é depois desta experiência que, cada vez mais, teremos mais vontade ainda de sentir e conhecer… os encantos do preto e branco, posteriormente… conseguiremos mais vivas cores… muito mais será possível fazer… até mesmo um arco-íris construir… quando as únicas cores existentes… são o preto e branco.
(a sombra...sombreou por si)

sábado, novembro 04, 2006

À Sombra...

Há uma lágrima que chora… para dentro de si mesma…
Há uma lágrima que se afoga… no deserto do seu tema….
Há sempre uma lágrima que vive e se alimenta da nossa morte…
A preto e branco se resumem os teus sonhos…
Nem uma lágrima transparente consegues colorir…
Depositas, lentamente, teu olhar no chão… (por lá jaz teu despedaçado coração…) escondes o rosto, não dos outros… escondes o rosto… para que TU não o possas sentir…
De braços caídos, aprisionas-te dentro de ti…
Nem um sorriso libertas… ficas imóvel… tão pouco soluças… apenas te deixas ficar… aqui, onde a luz é ainda mais cega que a tua própria alma… aqui, onde o chão é mais suave que o teu duro coração… aqui, onde a esperança se veste de negro e a fé em ti própria… se suicida a cada abrir e fechar de olhos!
Já não sabes o que sentes… já não sabes sequer sentir… conquistas o direito à vida unicamente porque sabes que a morte te aguarda com um sorriso…
(a sombra... e os seus momentos)


Craig Armstrong - WTC

segunda-feira, outubro 30, 2006

Musicalidades...

Está ali à direita um novo elemento deste blog! Faz parte das palavras que aqui vou deixando as melodias das musicas que vou interiorizando... fazia então todo o sentido proporcionar o conhecimento dessas musicas que me vão acompanhando neste mundo!
Alguns sons poderão parecer estranhos... duros de «entrar» no ouvido... mas, a musica provavelmente não foi feita para ser escutada... foi sim para ser sentida... e esse sentir, tanto nasce nos acordes mais simples como nas melodias mais complexas e «estranhas».

segunda-feira, outubro 23, 2006

Frases (Des)feitas... IV

«Esta vida são dois dias»
(Logo eu que... só tenho vida à noite...)
Para alguns, tempo a mais... para muitos tempo a menos...
Esta vida nunca são dois dias... são sim, as lembranças... as memórias que deixamos e (hipotéticamente) levamos.
No fim, tudo se resume a isso!

quinta-feira, outubro 12, 2006

Frases (Des)feitas... III

«A esperança é a ultima a morrer»
A esperança não é mais que uma resposta reticente às interrogações das nossas vivências... é o derradeiro suspiro daquele que na realidade já não acredita.

terça-feira, outubro 10, 2006

«No surprises»



Um dia... acordamos e... não reconhecemos quem somos e no que nos transformamos!
Mas, porque será que tudo isso não surpreende?! Se aquilo que somos é, em grande parte, fruto daquilo que construímos, não será estranho que esta sensação nos seja tão familiar. Podemos não saber em que nos transformamos, mas... certamente sabemos o que nos levou até aquele ponto.

quarta-feira, outubro 04, 2006

[...]

Nú chão...

Hoje (ontem... sempre!) fugi de mim e dos meus pensamentos... acabei por me achar lado a lado nas memórias futuras revisitadas ao longo do passado tempo.
Achei(-me)... perdi(-me)... e regressei à angustia de não saber novamente para onde fugir.
É estranho... mas é quando mais queremos de nós fugir que mais rápido e fortemente acabamos por nos encontrar.
E tudo recomeça... e todo o meu eu me prende... e toda a minha sombra me ilumina...
Fugir de nós próprios... para sempre nos reencontrarmos, é fugir de um pesadelo... para nele continuarmos a viver.
(a sombra...sombreou por si)

segunda-feira, setembro 11, 2006

11/9... nine eleven

Olhando bem para esta criança… pergunto-me, será que ela sabe o que é o Terrorismo? Será que este dia 11 de Setembro lhe dirá algo de especial?! Certamente que não, por certo que será apenas um dia mais sem ter o que comer. Ela, ao contrario de nós, não tem essa necessidade de olhar o tempo… o seu tempo não se mede pelo ponteiros dos relógios, não necessita de calendários… o seu tempo é moldado com o seu soluçar… é o seu choro que ponteia segundo a segundo a sua vida! Aquilo que pretende ser um despertar, um grito para acordar atempadamente… não passa de um segundo mais que acabou de morreu!
Terrorismo… esta criança sim, sabe o verdadeiro significado desta palavra… querem terror maior do que este, será que existe terror maior do que saber, antes mesmo de nascer, que a sua sentença de morte está já declarada?!
Digam o que disserem, façam o mediatismo que fizerem, a mim ninguém me fará distorcer a proporção das coisas… todos os dias… todas as horas… durante muitos minutos, houve, há e haverá crianças cujos rostos não conhecem a expressão… as feições de um sorriso… que será isto senão… terrorismo?!
Obviamente não vou politizar toda esta questão, nem quero com tudo isto menosprezar o sofrimento de todos que directa ou indirectamente foram atingidos por aquele acontecimento, mas… sejamos coerentes, acima de tudo… sejamos humanos… será que cada um de nós disponibilizou, nestes últimos 5 anos, a mesma solidariedade para com o que se vive em Africa?!
Terrorismo… olhem a foto… e sintam… a angustia desta criança… ela própria seria capaz de derrubar as torres das vaidades!
11 de Setembro de 2001… apenas um mimo… num mundo repleto de terrores.

Nota Final: já imaginaram quantas vidas poderiam salvar 1/10 do valor de construção da torre mais alta do mundo? (a ser construída no mesmo local) Pois… bem mais que três mil crianças… bem mais que três mil crianças… muito mais que três mil crianças… (quem sabe se… escrevendo o número… deixamos de uma vez por todas, olhar para aquela foto e ver mais que um mero número)

sábado, agosto 26, 2006

Sonhos...

Sonhos…
De todas as cores….
De cor nenhuma…
De intensos amores…
(De amores) escondidos na bruma…

Sonhos… e mais sonhos…

Com amor à saudade…
Com lágrimas secas…
Com temor à realidade…

Sonhos… sonhados outrora
Caminham longe… em nós…
Sonhos… de um passado chamado agora…

Mais sonhos… muitos mais sonhos…

Sonho acordado…
Os sonhos… que um dia comigo adormeceram.
De olhar fechado…
Vou além… dos segredos que morreram…
Pela liberdade terem alcançado.

(a sombra...sombreou por si)

sexta-feira, julho 21, 2006

«You are my sister»



Sei que a vida nos proporciona coisas extraordinárias, a uns mais do que outros, mas… posso garantir-te, a ti… que tu foste a maior… a melhor dádiva que a vida me poderia alguma vez ter dado! Sei que porventura a minha forma de ser nos foi afastando de certos pormenores… sei que muitas vezes pareço distante daquilo que mais te toca… sei que inúmeras vezes transpareço indiferença… mas quero que saibas que não há dia que não pense e me preocupe contigo… quero que saibas que tu és e sempre serás a razão que me faz continuar… prosseguir…
Não queiras fazer de mim, um modelo a seguir. Não vejas em mim exemplo para o que quer que seja… sou apenas e só teu irmão. Confia em ti, na tua própria força… não deixes que as tuas inseguranças se transformem numa âncora demasiadamente pesada, não deixes que elas impeçam a tua felicidade… não te deixes afogar no oceano de medos e fantasmas… acredita em ti… sempre… que, o teu irmão estará sempre do teu lado… para o que der e vier!
Muito ficou por dizer… comigo sempre fica… mas… isto é para ti mana… para ti que és… a mulher da minha vida!

«You are my sister
And I love you
May all of your dreams come true
I want this for you
They're gonna come true»

(A sombra escutou-se na música de Antony and the Johnsons)

quinta-feira, julho 13, 2006

Brilho...


Transpiras serenidade…
És o sol que vai amadurecendo
Nas encruzilhadas perdidas da eternidade…

Tu que brilhas lá longe…
Mas que de tão perto me aquece…
Não me escapes, nessa metade que escurece…

Silêncio…

É noite… e ainda brilhas…
És presente… na saudade que procrias…

Como estás distante…
Sinto-o… em mim!

Não…
Já não sei se tua luz me cega,
Se, para outras margens, me desvias o olhar…
Se me cativa ou afasta essa tua entrega…
Que conseguiu, um dia… te inundar.

Se… se um dia ainda permanecer…
(na memoria do teu pensamento…)
Aquela luz que… à noite teus sonhos radiava…
(com as lembranças do mar… do vento…)
Talvez um dia, desejes uma nova luz esconder…
(não apenas… peito adentro…)
Talvez um dia, luz e sombra… sejam a mesma palavra!
(no dicionário que faz do teu coração… o centro!)

Há muito mais por onde permanecer…
Há muito pouco por onde escolher…
Há sempre tanta força no amanhecer…
Como esperança ao anoitecer…

Meu sol que brilhas ao luar…

Minha lua que dá vida ao dia…

Meu eu… que na luz faz a sombra…
Meu eu… que na sombra… tenta achar a luz!


(a sombra...sombreou aqui )

quinta-feira, junho 29, 2006

Frases (Des)feitas... II


«O (silêncio) é de ouro»
Seja qual for o metal precioso… o silêncio tem como de mais valioso… o condão de... despertar as palavras... que vão adormecendo no nosso coração.
(a sombra...sombreou aqui)

quarta-feira, junho 21, 2006

Tatuagens...


São lágrimas… são estas lágrimas que vão desenhando as tatuagens que me estão cravadas na pele…
Não, nada é visível… nem mesmo ao toque consegues traduzir a textura dos sentimentos escondidos…
Não, não penses ser capaz de sequer sentir! Uma lágrima derramada… uma tatuagem construída… fica para sempre silenciada, na sombra do sal evaporado…
Sim, aqui fica a leito húmido do desalento… mas o sal que a alma liberta… evapora-se no momento em que se encontra com as tatuagens anteriores…
Deste ciclo… de sal evaporado… que me de mim sai… através de mim se transforma… e a mim retorna… o vicio não reside neste vai e vem cronológico… o vicio... tem residência fixa… nos locais que a minha sombra ajuda a iluminar.
Tatuagem de uma lágrima derretida… faz do meu coração… pedra de gelo enfurecida… que bate… bate sem parar… até derreter, novamente… o gelo que não chega a solidificar.
(a sombra...sombreou aqui)