quarta-feira, abril 14, 2010

Legenda de um silêncio apalavrado

- Tu és o amor?
- Não. Sou o que a tua sombra conseguiu iluminar.
- És tu amor? És tu? És amor? És, não és?
Não és?

És sim, eu reconheço-te em cada ruga que o teu sorriso não consegue esconder…
Não me respondes?
Não me ouves?
És tu não és?
- Sabes… o silêncio existe para te escutar…
E escutar-te… é sentir a brisa deste imenso mar (que é só nosso) a sussurrar-me ao coração os sorrisos que encontro no teu olhar.
Foto

sexta-feira, março 26, 2010

Mundo


Tenho o mundo à curta distância de um passo…
Perco mão do espaço
Tudo que revejo é o reflexo da palma da mão que está de costas para mim.
Os momentos que ficaram para trás já não existem… são meros destroços que não conseguem ser pó.
A planta dos pés não mostra o caminho… segreda que cresceu e criou raízes.
Mas o mundo
persiste
existe
desiste.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Ponte


Há um tempo que começa, uma vez mais, com a primeira e última passagem das águas frias de Janeiro sob a ponte.
De braço dado às margens, que não sendo tuas fazem parte de ti, abraças o teu futuro na esperança que o momento fique para a posteridade. E segues, prossegues o teu caminho que parece estar traçado, mas que insistentemente continuas curvar lado a lado da linha recta que te conduz ao final mais que previsto. A curva pode ser cega mas não consegue esconder o chão que trazes nos teus olhos.
E há sempre quem te assiste… ao longe ou de perto, com maior ou menor curiosidade, delongas, há sempre quem te aviste. E de nada te vale vestir um novo traje de memórias se ele continua a ter o cheiro a antigo.
E este é o rio que passa sobre a ponte, mas visto daqui, ninguém acreditaria ser possível ver.

terça-feira, dezembro 22, 2009

Os sonhos não morrem só porque deixaram de fazer parte da realidade... pelo contrário, permanecem em nós porque chegaram a ser vividos.
Foto

segunda-feira, novembro 23, 2009


Quando achamos que o vazio máximo tem como limite o tamanho do nosso mundo, surge um dia mais que nos faz crescer. Assim nasce a vontade de ser criança outra vez e começar tudo… não de novo, apenas começar.

quinta-feira, novembro 05, 2009

R(a)esto de ti...


Pé ante pé… deixas marcado no chão o brilho dos teus olhos. Eleva o teu olhar… quando o fizeres, verás como o céu terá mais estrelas! Verás como novas direcções vais descobrir… há sempre rumos novos a despertar.

Há uma constelação maior onde tu és a estrela brilhante, e a lua que se veste de astro rei, engana como quem te troca a noite pelo dia.

sábado, setembro 05, 2009

Voa!


Voa...

Voa para longe...

E se aquilo que consegues avistar é o mesmo de sempre...

continua a voar...
até que o cansaço te faça avistar a liberdade.

Voa...


sábado, julho 04, 2009

Quase azul...

As nuvens que invadem os telhados… são de vidro… e nem mesmo a sensação doce de quem sente o algodão na pele… faz esquecer a sensação que essas nuvens brancas… só habitam nos negros olhos que me reflectem.

Entre o preto e branco… há um azul que vai alimentando uma quase vida de uma casa… em que há chaminé… mas que não há fumo... nem branco… nem negro!

sábado, junho 13, 2009


O mundo visto ao contrário…
ao contrário dele… não me visto com ao som das árvores afogadas nos rios de esperança.

Não tentes pintar de verde os quadros que nasceram a preto e branco.

quinta-feira, abril 03, 2008

Devagar...

Devagar…
devagar que esse trote de cavalo cansado é rápido demais para o silêncio que a mim está agarrado…


Devagar…
Devagar porque quero ir:
mais longe… durante mais tempo
mais forte… enquanto posso e aguento
mais eu… ao sol, à chuva, ao relento
Devagar...

sábado, março 29, 2008

[Divagações]

És o fruto seco de uma árvore que não chegou a florir… pensas no dia em que caíste de madura na verde almofada que te amparou os sonhos, e o verde te tornou castanha… e os sonhos te deixaram apodrecer de tão sonhados que foram… faltou-lhes o ar que os sorrisos libertam quando se tornam reais.

E o verde seca contigo… e incendeias com um fogo invisível… e és cinza da terra sem sequer seres pó… e rumas a uma toalha freática agora, por estar encharcada demais para enxugar as lágrimas… e és sal a mais para adocicar o teu rio… e és… e és nada agora porque aprendeste finalmente a nadar nas memorias encerradas na casca da árvore que te viu cair… mas que não te sentiu florir.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

|,i,|

Dão tanto e tudo mais... e vais caminhando, lado a lado com todas as dádivas, que se inscrevem nos altos muros que, livremente, te obrigam a obrigam seguir um caminho…
E caminhas… com os olhos postos no chão para que as sombras das promessas não te estrague ainda mais a visão (que isto de ir ao oftalmologista fica caro).
E caminhas com os braços caídos, nunca por ter desistido, mas porque tens (qual coração!), a alma nas mãos… refém das necessidades tão importantes e básicas que se esconde num mero saco de plástico...
E assim caminhas, refém de ti mesma… por não teres na vida os sonhos de uma geração!
(Na passada segunda-feira passou uma reportagem na tvi que me deixou profundamente alarmado... não que fosse novidade, mas porque teve agora visibilidade. Espero que quem nos governa tenha também assistido à reportagem)

(A sombra...e os seus momentos)

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

As horas pesam...


As horas pesam…
pesam a cada momento que se aproximam das nuvens mais escuras que guardas no céu… e num instantes, as horas fazem a sombra que nos vais pintar a noite…
Podes não acreditar, mas no momento que lês estas palavras ignorantes, sentirás breves laivos de pequenos nadas… e neles construirás o teu próprio tempo, viajarás para longe sem sair do local onde não estás mas que não te apetece agora cair nessa realidade.

As horas pesam…
sentes cada segundo mais pesado ainda nas pálpebras dos teus olhos… como que querendo encerrar a cortina de mais um dia descoberto…
Olhas para o pulso mas não tens a coragem de procurar sequer a força para levantares a pele de algodão que se sobrepõem na tua pele sedosa… e ali ficas, olhando… na esperança que a tua roupa te segrede aos poros da pele os segundos deste novo dia que ainda agora começou e que, à luz dos olhos deste candeeiro, agora se desligou.
(A sombra...e os seus momentos)

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Novas Musicalidades...


Aimee Mann – Wise Up Antony If It Be Your Will Antony and the Johnsons Spiraling (Guest appearance by Devendra Banhart) Antony and the Johnsons What Can I Do? (Guest appearance by Rufus Wainwright) Au Revoir Simone - Stay Golden Azure Ray Across The Ocean Azure Ray November Azure Ray – Sleep Badly Drawn Boy Nothing's Gonna Change Your Mind Beck Lonesome Tears Beth Orton Central Reservation Bjork All Is Full Of Love Bjork Hyper-Ballad Bright Eyes First Day Of My Life El Perro Del Mar Candy El Perro Del Mar People Elliott Smith Angeles Elliott Smith Waltz #2 Kings Of Convenience Know-How Kings Of Convenience Misread Lou Reed Walk On the Wild Side Mercury Rev In A Funny Way Morphine Candy Morphine In Spite Of Me Nick Cave & The Bad Seeds Into My Arms Nick Cave & The Bad Seeds Red Right Hand Nico The Fairest Of The Seasons Portishead Numb Radiohead House of Cards Radiohead Jigsaw Falling into Place Rufus Wainwright Across The Universe Rufus Wainwright Cigarettes and Chocolate Milk Sigur Ros Gong Sigur Ros Saeglópur Spain Every Time I Try The Arcade Fire Keep The Car Running The Arcade Fire Ocean of Noise The Doors The End This Mortal Coil Another Day This Mortal Coil You and Your Sister Tindersticks Another Night In Tindersticks Travelling Light Tom WaitsGrapefruit Moon Tom Waits Hope I Don't Fall In Love With You Wilco Hummingbird
(A sombra...e os seus momentos)

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

[Divagações]

Medida mais que perfeita para me
perder...
Um passado imperfeito reflectido na luz que tarda adormecer,
Uma mão fechada para não mais abrir o pulso [que habita nas veias de um sangue que não para de correr]

quarta-feira, janeiro 23, 2008

[ ]

Um dia,

Acordamos bem longe

[que nem peixe fora de água]

Respiramos pela mordaça que nos filtra as palavras da alma

[e afogamo-nos nos destroços que jazem à superfície]


É tarde, é já muito tarde…


O relógio solar já não tem energia suficiente para as sombras reger…

e os ponteiros imaginários de um tempo perdido,

estão tatuados

[em forma de rugas]

na palma...

da tua...

mão.


terça-feira, dezembro 25, 2007

Chove...


Tenho os meus pés frios… ao ponto de não mais os sentir… e lá longe, vão meus sonhos caminhando pelos terrenos que meus pés jamais vão fazer sorrir.
Vou deixar o meu olhar mergulhar numa única gota de chuva que aquela nuvem cinzenta, em forma de nuvem cinzenta, vai, dentro de três minutos e cinquenta e oito segundos, abandonar.
Este é o tempo certo... esta é a chuva suficientemente ácida para carpir a criação da melodia que vai ganhando vida na pauta feita com terra e com passos. Há uma clave de sol inundada, sem dó nem piedade, por estas águas que brotam do cinzento mais escuro que uma nuvem pode sequer sonhar. Há lá... longe... um outro deus que segreda aos ventos, silêncios que a chuva consegue alcançar.

Está a chover… e a minha gota de vida que não chove! A nuvem cinzenta, mudou de forma mas continua… nuvem e cinzenta… mas o vento, não mais permitiu que a suas formas fossem alvo dos olhares sedentos que jazem no horizonte…

Continua a chover… está um belo dia ausente de sol… continuo com os meus pés frios, e só deles me lembro porque deixei de os sentir…
A sombra sombreou aqui

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Natal...

Dizem que é Natal! É oficial… o Natal chegou!
De uns dias a esta parte, tenho percebido que o Natal chega numa espécie de pré-época, vai-nos adocicando aos poucos com momentos tipicamente natalícios! Sim… a decoração das casas… tudo esta mais vermelho, tudo esta bem mais florido, tudo cheio de luzinhas a piscar, como que clamando socorro em código Morse fazendo crer aos entendidos que ali está uma luz, uma cor uma mensagem de paz e alegria que necessita urgentemente de ser libertada e propagada… mas o problema... o problema é que as luzinhas só vivem durante a noite, e mesmo durante a noite, têm um período escasso de vida… como que pirilampos, logo há quem resolva poupar na energia… que a vida não está fácil para ninguém! E tudo volta ao normal… tudo parece ficar adormecido no dormitar normal dos humanos! Adormecemos como em todos os outros dias… provavelmente até adormecemos com maior dificuldade porque ainda não compramos «aquela» prenda para «aquela» pessoa… ou não sabemos ainda como gerir o nosso orçamento, ou então… não sabemos ainda se sempre vamos «dar» algo aquela outra só porque… há ainda umas quantas questões a solucionar!
Mas logo amanhece… os pássaros, imunes às quadras (a não ser, quiçá, as épocas de caça) lá acordam a chilrear como em todos os outros dias… e o dia vai amanhecendo… e as pessoas vão acordando… e as pobres luzinhas que ficaram por esquecimento a piscar…. ou porque há a secreta esperança que alguém, às tantas da madrugada, passe na rua…fique a saber e dê a saber aos demais que nesta e naquela casa... há espírito natalício!
E lá vamos nós acordando… nos últimos dias, logo pela manhãzinha dá para sentir os aromas do natal… ligamos a TV e somos desde logo bombardeados por um infindável número de anúncios a perfumes cheirosos… todos eles repletos de homens e mulheres bonitas, músicas estimulantes, imagens misteriosas… (quem sabe, se… no sapatinho não recebo um desses perfumes… com anúncio incluído:)).

Mas… a vida corre o seu natural ritmo… não há cá pensar muito que isso dá dores de cabeça… há que levantar a cabeça… rumar ao nosso destino… sentir o espírito do natal no trânsito... ver os sorrisos dos outros condutores… uns abrindo a boca, outros rindo para a voz que se escuta na telefonia… outros há, casais, cegos surdos e mudos para quem vai ao seu lado… outros há parecem apenas comunicarem por linguagem gestual… gesticulando alto e bom som para que todos vejam! E chegamos ao destino… e trabalhamos… e fala-se sobre prendas… sobre o jantar de natal da empresa, nos aumentos do próximo ano… no clube de coração que perdeu… na vizinha de cima... no vizinho do lado… e os políticos que são uns filhos da mãe… e os outros, que também são filhos e têm mães, mas que não são filhos da mãe…
E eis que regressamos a casa… com o espírito natalício lado a lado connosco… vamos escutando “jingles” na rádio com musicas natalícias, vamos circulando por ruas iluminadas, vamos bebendo e tendo cada vez mais sede de chegar cedo a casa… e não conseguimos… e ficamos com fome… porque não matamos a sede de chegar cedo… e ligamos as luzinhas de natal… há que acender o espírito… e deixar que ele penetre em nós e nos que avistam as luzinhas… e preparamos o jantar que isto de ser natal não faz com que o trabalho de casa se faça sozinho… e há que preparar os miúdos para dormir, saber se já fizeram os trabalhos de casa, combinar o dia de amanhã (embora o amanhã… seja sempre a mesma descombinaçao total) ….…….. e por ai adiante!

Sim… é natal… é oficial… o Natal chegou… chegou no preciso momento em que… chegou… naquele mesmo momento… nesse mesmo… estão a ver, não estão? Todos sabem, não sabem? Precisamente… nesse preciso momento… chegou! Mas… porque será que ninguém ainda deu conta?!

A todos um natal feliz… condizente com o significado que cada um de vocês tem dele! A todos vocês, que me são mais queridos… que, por este ou aquele motivo, me fazem gostar de vós… aqui deixo desejos diariamente renovados de que tudo de bom vos aconteça!

Natal só faz sentido… quando há família e amigos… obrigado a vocês por fazerem com que eu também tenha sentido!

quarta-feira, dezembro 12, 2007

[...]

Na penumbra de um beijo que se alimenta de sal, nasce um flamingo encoberto pela sombra do respirar do astro rei. Não há luz, não há mar… existe apenas um porto aportado na fronteira inexistente entre o brilho do sol e o manto lunar.

Um dia… que de tanto esperar se fez noite… o flamingo acordou, amanheceu na sua noite e fez dela o dia mais brilhante do seu olhar.

domingo, novembro 11, 2007

Profundo como o mar...

… Profundo como o mar, surge este sol que ilumina as ondas, tornando visível o seu próprio trilho até um par de pés frios e molhados que anseiam mergulhar na superfície mais profunda de outro mar de sal que não aquele que nasce no seu olhar.
Lá longe, nas profundezas do oceano, habita ainda o destino que um dia a saudade traçou com um pau perdido nas areias de uma praia qualquer. As palavras que escritas foram na areia e apagadas pela fúria de uma onda qualquer… são agora segredadas, pelo vento, às folhas das árvores que vão dançando ao sabor da sua música.

… Profundo como o mar… é o caminho que se esconde à sombra da transparência dos nossos olhos. Contornamos com lágrimas os mesmos sorrisos invertidos que as ondas desenham na praia… e limpamos o rosto com os poros da nossas mãos… imaginando… grãos de areia a filtrar o mar do sal.

Lá longe, está ainda refém das vontades, a essência daquilo que nos faz crescer. O sol não adormece no mar… apenas se ausenta no profundo fundo do nosso olhar.

Adormecemos na ânsia de acordar e esquecemos que navegamos continuamente nas profundezas do mar.
A sombra sombreou por si

quinta-feira, outubro 11, 2007

Musicalidades...


Air - Once Upon A Time Air - Redhead Girl Andrew Bird - Heretics Beck - The New Pollution Blur - Beetlebum Calexico - He Lays In The Reins Cat Power - Say Cat Power - Wild Is The Wind Coldplay - Don't Panic Dead Can Dance - Host Of The Seraphim Death Cab For Cutie - A Lack Of Color Death Cab For Cutie - I Will Follow You Into The Dark Death Cab For Cutie - Transatlanticism Editors - Smokers Outside The Hospital Doors Fiest - 1234 Flaming Lips - All We Have Is Now Flaming Lips - Are You A Hypnotist? Flaming Lips - In The Morning Of The Magicians Imogen Heap - I'm A Lonely Little Petunia Jeff Buckley - Cospus Christi Carol Jeff Buckley - Grace Jeff Buckley - Lover, You Should've Come Over Koop - Come To Me Koop - Koop Island Blues Lady & Bird - La Ballade Of Lady & Bird Lady & Bird - Run In The Morning Sun Lady & Bird - Suicide Is Painless Laura Veirs - Rapture Leonard Cohen - Dance Me To The End Of Love Leonad Cohen - I'm Your Man PJ Harvey - The Mess We're In PJ Harvey - When Under Ether PJ Harvey - You Said Something Radiohead - Everything Is Its Rigth Place Radiohead - Optimistic Red House Painters - All Mixed Up Red House Painters - Song For A Blue Guitar Rufus Wainwright - Beautiful Child Rufus Wainwright - Natasha Spain - Waiting For You To Come The Get Up Kids - I'll Catch You The Shins - Pink Bullets This Mortal Coil - Holocaust Tindersticks - Travelling Light Tom Waits - Grapefruit Moon Venus In Furs - Ladytron
(A sombra...e os seus momentos)

quarta-feira, outubro 03, 2007

Rumos...

Retrato do retrato de uma vida... pretendendo, constantemente, retratar-se nas suas escolhas e opções!

Seguimos o nosso rumo... lado a lado com rumos divergentes. Por vezes rumamos e trespassamos caminhos distintos... e novos labirintos vamos construindo! Perdidos no emaranhado de caminhos cruzados, vamos percorrendo às escuras, trajectos familiares, não por neles caminhar, mas pela constante vontade de os evitar.

Rumos rectos…

Ritmos cruzados pelas ambições…

Curvas cegas pelo desejo…

Tudo é preto e branco... e são os olhos, nossos e de outros... que vão dando cor aos caminhos que vamos traçando (percorrendo-os ou não).

E a vida continua... como sempre... contínua e continua… até que um dia, achamos a saída final do labirinto… e aí, acordamos… (?)

A sombra sombreou aqui (vale a pena visitar)

quinta-feira, setembro 06, 2007

La musica… sempre la musica!

E porque hoje deixou de respirar um dos grandes responsáveis por tornar mais popular a música dita erudita, aqui fica uma breve demonstração de como a música consegue imortaliza alguém.



domingo, setembro 02, 2007

[...]

Olho e volto a olhar para o teclado e só penso na ausência que se manteve presente na minha sombra.
Os dias foram passando, as noites se foram acumulando e as vivencias que outrora tinham sido pintadas nesta tela deixaram simplesmente de o ser. Não sei se por ausência de cores, se por um puro afastamento… apenas sinto que respirei tempo a mais fora da minha água (e não percebo bem o porquê).

quarta-feira, junho 13, 2007

[...]

Rasurei o rascunho amarrotado da saudade…
E reli… sem pressa… sem vontade…
Os escritos depositados na gaveta….

Grão a grão… passou a vida na ampulheta…
Passo a passo… renovou-se um caminho na cidade…
Mentira a mentira… construiu uma verdade…
Suspiro a suspiro… se respira na sarjeta.

E nada mais por mim ficou…
E tudo mais, em mim atracou….

Um dia… de tão claro ser
Cegou-me as virtudes que me viram nascer…
E a noite… que ilumina o parco sorriso…
Nasce na hora certa de um tempo impreciso…

Mas… é tarde demais para sentir…
É cedo, muito cedo para acordar…
Sonho com realidades que me fazem sonhar…
E acordo… acordo, para novamente deixar de existir.


E no fim…
E porque perdura sempre um fim…
Faço questão de não acabar…
O rascunho que a saudade foi abraçar.

sábado, junho 09, 2007

Deito meu corpo dormente...

Deito meu corpo dormente... despedaço-me em mil e um bocados... refugio-me na tempestade que inunda minha alma... fecho-me sem saber ao certo se sou matéria... se sou imaginação... se sou algo ou nada... se sou nada em algo.
Fecho os olhos... conto os segredos do dia a dia que nem eu próprio consegui deter...
Suspiro... de olhar enclausurado... e deixo-me aberto unicamente para o meu interior... tudo continua como lá fora... como naquele quarto negro que a luz não consegue iluminar... abro os olhos para mim, mas... só consigo escutar a musica que todos os Outonos se vai e me vai, alimentando de mim. Cada folha que cai... é uma nota musical que vai dando melodia à minha vida.
Faço do meu olhar a corrente geradora desta musica... e... escuto-me... sonhando que me vejo... de fora para dentro.

quarta-feira, maio 23, 2007

( )?

Um dia...

Perguntei ao silêncio se havia escutado meus sonhos...

(Respondeu-me com um arco-íris de uma cor só...)

Perguntei aquilo que só eu sei...

As respostas, que no silêncio deixei... (essas, nem ele as conhece...)

Perguntei-me por mim...
Respondi em silêncio e esperei...
(Que o silêncio melhor resposta pudesse ter.)

sexta-feira, maio 18, 2007

«Onde andas tu?!»

Ando por aqui…
Morri no dia de ontem e acordei… hoje…
Acordei… num passado mais distante (e mais presente)

Acordei…

Este deserto de infinito fim
Teima não iniciar sequer…
Mas, é nele, é nele que procuro matar a sede que ainda me mantém vivo.

E sigo… sigo para o exacto local onde me encontro (e me perco)
Mesmo assim… não «vês»!

Porque será que todo o mundo pergunta, olhando nos olhos, no rosto… «onde andas tu?!»
(Será difícil saber?)

Ando longe… muito longe… e só por esse motivo me conseguem ainda «ver».

quinta-feira, maio 17, 2007

47 = 11:11

Quarenta e sete novas musicalidades...
E como 47 (4+7=11) musicas conseguem fazer o tempo parar (11:11AM)!