sábado, março 29, 2008

[Divagações]

És o fruto seco de uma árvore que não chegou a florir… pensas no dia em que caíste de madura na verde almofada que te amparou os sonhos, e o verde te tornou castanha… e os sonhos te deixaram apodrecer de tão sonhados que foram… faltou-lhes o ar que os sorrisos libertam quando se tornam reais.

E o verde seca contigo… e incendeias com um fogo invisível… e és cinza da terra sem sequer seres pó… e rumas a uma toalha freática agora, por estar encharcada demais para enxugar as lágrimas… e és sal a mais para adocicar o teu rio… e és… e és nada agora porque aprendeste finalmente a nadar nas memorias encerradas na casca da árvore que te viu cair… mas que não te sentiu florir.

6 comentários:

Anónimo disse...

...:)*

Fragmentos Intemporais disse...

Só passei para deixar um beijinho...

...a escrita continua divinal!

nuvem disse...

Bom texto. Gostei sinceramente.

Beijos

AJO disse...

Grandes «[Divagações]» sim, senhor.
Boa semana

zuzinha disse...

Beijo...
sentido
presente
necessitado
abraçado
pensado
querido...
GMDT*
Obg pelos parabéns!:-) Eu mereço a fama...apareço no episódio 4003 dos Morangos...:-))

Dalaila disse...

pó que não voa porque ´etrra presa em si

beijinhos muitos, Sr. Poeta