Voa...
Voa para longe...
E se aquilo que consegues avistar é o mesmo de sempre...
continua a voar...
até que o cansaço te faça avistar a liberdade.
Voa...
Dão tanto e tudo mais... e vais caminhando, lado a lado com todas as dádivas, que se inscrevem nos altos muros que, livremente, te obrigam a obrigam seguir um caminho…
Um dia,
Acordamos bem longe
[que nem peixe fora de água]
Respiramos pela mordaça que nos filtra as palavras da alma
[e afogamo-nos nos destroços que jazem à superfície]
É tarde, é já muito tarde…
O relógio solar já não tem energia suficiente para as sombras reger…
e os ponteiros imaginários de um tempo perdido,
estão tatuados
[em forma de rugas]
na palma...
da tua...
mão.

Retrato do retrato de uma vida... pretendendo, constantemente, retratar-se nas suas escolhas e opções!
