Uma mão fechada para não mais abrir o pulso [que habita nas veias de um sangue que não para de correr]
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
[Divagações]
Uma mão fechada para não mais abrir o pulso [que habita nas veias de um sangue que não para de correr]
quarta-feira, janeiro 23, 2008
[ ]
Um dia,
Acordamos bem longe
[que nem peixe fora de água]
Respiramos pela mordaça que nos filtra as palavras da alma
[e afogamo-nos nos destroços que jazem à superfície]
É tarde, é já muito tarde…
O relógio solar já não tem energia suficiente para as sombras reger…
e os ponteiros imaginários de um tempo perdido,
estão tatuados
[em forma de rugas]
na palma...
da tua...
mão.
terça-feira, dezembro 25, 2007
Chove...

Vou deixar o meu olhar mergulhar numa única gota de chuva que aquela nuvem cinzenta, em forma de nuvem cinzenta, vai, dentro de três minutos e cinquenta e oito segundos, abandonar.
Está a chover… e a minha gota de vida que não chove! A nuvem cinzenta, mudou de forma mas continua… nuvem e cinzenta… mas o vento, não mais permitiu que a suas formas fossem alvo dos olhares sedentos que jazem no horizonte…
Continua a chover… está um belo dia ausente de sol… continuo com os meus pés frios, e só deles me lembro porque deixei de os sentir…
segunda-feira, dezembro 24, 2007
Natal...
Mas logo amanhece… os pássaros, imunes às quadras (a não ser, quiçá, as épocas de caça) lá acordam a chilrear como em todos os outros dias… e o dia vai amanhecendo… e as pessoas vão acordando… e as pobres luzinhas que ficaram por esquecimento a piscar…. ou porque há a secreta esperança que alguém, às tantas da madrugada, passe na rua…fique a saber e dê a saber aos demais que nesta e naquela casa... há espírito natalício!
E lá vamos nós acordando… nos últimos dias, logo pela manhãzinha dá para sentir os aromas do natal… ligamos a TV e somos desde logo bombardeados por um infindável número de anúncios a perfumes cheirosos… todos eles repletos de homens e mulheres bonitas, músicas estimulantes, imagens misteriosas… (quem sabe, se… no sapatinho não recebo um desses perfumes… com anúncio incluído:)).
Mas… a vida corre o seu natural ritmo… não há cá pensar muito que isso dá dores de cabeça… há que levantar a cabeça… rumar ao nosso destino… sentir o espírito do natal no trânsito... ver os sorrisos dos outros condutores… uns abrindo a boca, outros rindo para a voz que se escuta na telefonia… outros há, casais, cegos surdos e mudos para quem vai ao seu lado… outros há parecem apenas comunicarem por linguagem gestual… gesticulando alto e bom som para que todos vejam! E chegamos ao destino… e trabalhamos… e fala-se sobre prendas… sobre o jantar de natal da empresa, nos aumentos do próximo ano… no clube de coração que perdeu… na vizinha de cima... no vizinho do lado… e os políticos que são uns filhos da mãe… e os outros, que também são filhos e têm mães, mas que não são filhos da mãe…
E eis que regressamos a casa… com o espírito natalício lado a lado connosco… vamos escutando “jingles” na rádio com musicas natalícias, vamos circulando por ruas iluminadas, vamos bebendo e tendo cada vez mais sede de chegar cedo a casa… e não conseguimos… e ficamos com fome… porque não matamos a sede de chegar cedo… e ligamos as luzinhas de natal… há que acender o espírito… e deixar que ele penetre em nós e nos que avistam as luzinhas… e preparamos o jantar que isto de ser natal não faz com que o trabalho de casa se faça sozinho… e há que preparar os miúdos para dormir, saber se já fizeram os trabalhos de casa, combinar o dia de amanhã (embora o amanhã… seja sempre a mesma descombinaçao total) ….…….. e por ai adiante!
Sim… é natal… é oficial… o Natal chegou… chegou no preciso momento em que… chegou… naquele mesmo momento… nesse mesmo… estão a ver, não estão? Todos sabem, não sabem? Precisamente… nesse preciso momento… chegou! Mas… porque será que ninguém ainda deu conta?!
A todos um natal feliz… condizente com o significado que cada um de vocês tem dele! A todos vocês, que me são mais queridos… que, por este ou aquele motivo, me fazem gostar de vós… aqui deixo desejos diariamente renovados de que tudo de bom vos aconteça!
Natal só faz sentido… quando há família e amigos… obrigado a vocês por fazerem com que eu também tenha sentido!
quarta-feira, dezembro 12, 2007
[...]
Um dia… que de tanto esperar se fez noite… o flamingo acordou, amanheceu na sua noite e fez dela o dia mais brilhante do seu olhar.
domingo, novembro 11, 2007
Profundo como o mar...
Lá longe, nas profundezas do oceano, habita ainda o destino que um dia a saudade traçou com um pau perdido nas areias de uma praia qualquer. As palavras que escritas foram na areia e apagadas pela fúria de uma onda qualquer… são agora segredadas, pelo vento, às folhas das árvores que vão dançando ao sabor da sua música.
… Profundo como o mar… é o caminho que se esconde à sombra da transparência dos nossos olhos. Contornamos com lágrimas os mesmos sorrisos invertidos que as ondas desenham na praia… e limpamos o rosto com os poros da nossas mãos… imaginando… grãos de areia a filtrar o mar do sal.
Lá longe, está ainda refém das vontades, a essência daquilo que nos faz crescer. O sol não adormece no mar… apenas se ausenta no profundo fundo do nosso olhar.
Adormecemos na ânsia de acordar e esquecemos que navegamos continuamente nas profundezas do mar.
quinta-feira, outubro 11, 2007
Musicalidades...
quarta-feira, outubro 03, 2007
Rumos...
Retrato do retrato de uma vida... pretendendo, constantemente, retratar-se nas suas escolhas e opções!Seguimos o nosso rumo... lado a lado com rumos divergentes. Por vezes rumamos e trespassamos caminhos distintos... e novos labirintos vamos construindo! Perdidos no emaranhado de caminhos cruzados, vamos percorrendo às escuras, trajectos familiares, não por neles caminhar, mas pela constante vontade de os evitar.
Rumos rectos…
Ritmos cruzados pelas ambições…
Curvas cegas pelo desejo…
Tudo é preto e branco... e são os olhos, nossos e de outros... que vão dando cor aos caminhos que vamos traçando (percorrendo-os ou não).
E a vida continua... como sempre... contínua e continua… até que um dia, achamos a saída final do labirinto… e aí, acordamos… (?)
A sombra sombreou aqui (vale a pena visitar)
quinta-feira, setembro 06, 2007
La musica… sempre la musica!
domingo, setembro 02, 2007
[...]
quarta-feira, junho 13, 2007
[...]
E reli… sem pressa… sem vontade…
Os escritos depositados na gaveta….
Grão a grão… passou a vida na ampulheta…
Passo a passo… renovou-se um caminho na cidade…
Mentira a mentira… construiu uma verdade…
Suspiro a suspiro… se respira na sarjeta.
E nada mais por mim ficou…
E tudo mais, em mim atracou….
Um dia… de tão claro ser
Cegou-me as virtudes que me viram nascer…
E a noite… que ilumina o parco sorriso…
Nasce na hora certa de um tempo impreciso…
Mas… é tarde demais para sentir…
É cedo, muito cedo para acordar…
Sonho com realidades que me fazem sonhar…
E acordo… acordo, para novamente deixar de existir.
E no fim…
E porque perdura sempre um fim…
Faço questão de não acabar…
O rascunho que a saudade foi abraçar.
sábado, junho 09, 2007
Deito meu corpo dormente...
Fecho os olhos... conto os segredos do dia a dia que nem eu próprio consegui deter...
Suspiro... de olhar enclausurado... e deixo-me aberto unicamente para o meu interior... tudo continua como lá fora... como naquele quarto negro que a luz não consegue iluminar... abro os olhos para mim, mas... só consigo escutar a musica que todos os Outonos se vai e me vai, alimentando de mim. Cada folha que cai... é uma nota musical que vai dando melodia à minha vida.
Faço do meu olhar a corrente geradora desta musica... e... escuto-me... sonhando que me vejo... de fora para dentro.
quarta-feira, maio 23, 2007
( )?
Perguntei ao silêncio se havia escutado meus sonhos...
(Respondeu-me com um arco-íris de uma cor só...)
Perguntei aquilo que só eu sei...
As respostas, que no silêncio deixei... (essas, nem ele as conhece...)
Perguntei-me por mim...
sexta-feira, maio 18, 2007
«Onde andas tu?!»
Morri no dia de ontem e acordei… hoje…
Acordei… num passado mais distante (e mais presente)
Acordei…
Este deserto de infinito fim
Teima não iniciar sequer…
Mas, é nele, é nele que procuro matar a sede que ainda me mantém vivo.
E sigo… sigo para o exacto local onde me encontro (e me perco)
Mesmo assim… não «vês»!
Porque será que todo o mundo pergunta, olhando nos olhos, no rosto… «onde andas tu?!»
(Será difícil saber?)
Ando longe… muito longe… e só por esse motivo me conseguem ainda «ver».
quinta-feira, maio 17, 2007
47 = 11:11
E como 47 (4+7=11) musicas conseguem fazer o tempo parar (11:11AM)!
quarta-feira, abril 25, 2007
terça-feira, abril 10, 2007
[...]

Adormeço, sonhando os sonhos sonhados que se escondem nas notas musicais, e construo um mundo de todas as cores e sentidos!
Por isso… hoje… apenas me sento… uno as minhas mãos… deixo-me morrer… e dou asas… dou asas às asas que guardo no peito…
Hoje… nasci sem sol… era o vento quem pintava o dia, pintava-o da cor da água que bebia nas nuvens… matava a sua sede e alimentava-me o dia com os seus segredos incolores.
De mãos atadas… deixei que meus ouvidos abraçassem a musica e fechei os olhos… bem fechados… para que aquela melodia, de mim, não mais saísse…
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
(t)Riste
(enorme…)
Que nasce em mim e se reflecte na lua…
Propaga-se…
(bem aqui dentro!)
Pelas asas de um silêncio amigo…
(que me consome)
E incendeia-se…
Com o grito de uma lágrima que jamais será tua.
De sorrisos mais se faz uma alegria…
De tristezas menos se faz a poesia…
quarta-feira, janeiro 17, 2007
[...]
O fim de um novo inicio… morreu!
Morreu… na esperança de fazer sentido…
E a noite ainda longe, renasceu…
Dando luz a um outro eu adormecido.
Da névoa se fez a sorte…
Do azar floresceu uma rosa cravada de espinhos…
E daquelas mão que acarinhavam a morte…
Despertaram secretas vontades por outros caminhos.
Nascido nos avessos do teu interior…
Cresceu uma pérola sofrida…
E a saudade… a saudade pelo amor…
Alimenta-se no interior da sua própria ferida.
E há um dia que nasce ao deitar…
E há uma voz que o silêncio propaga…
Nada mais há senão a ilusão…
A ilusão de quem sonha ainda se perdoar
Pelos dias ausentes de chama…
Pelas noites constantes na combustão…
Pelas cinzas que vão pairando no ar….
Pelas tristezas que ainda se ama.
Vai longe, tão longe vai teu eco…
Segues clandestino no teu próprio barco…
Rumas à deriva neste teu imenso mar
E mergulhas bem fundo, até conseguires respirar…
A essência desta alma em que atraco.
E da luz se fez luz…
Que ilumina… que seduz…
segunda-feira, janeiro 01, 2007
A Lua de hoje...

Longe vai o dia… que o sol ajudou a vislumbrar…
E agora, agora és tu a rainha vestida nesse manto de luar…
Ficas senhora dos céus… invades tudo e todos com esse teu véu… e nós, que te avistamos de bem longe… contemplamos ao sabor da música da noite, os recados que vais pintando nos olhos de cada um.
Deixas aqui e ali, bocadinhos de ti… deixas que tua luz se espalhe… e dê um pouco mais de brilho aos nossos olhos… escutamos os recados que os olhares anónimos cravaram na tua aura azul… umas vezes vamos sorrindo, outras vezes ficamos pensativos, mas… deixamo-nos inundar por esse teu azul… sentimos o sal que os mares de lágrimas foram deixando em ti… sentimos o doce dos rios de sorrisos…
Que recados tens tu (para mim)… que azul intenso é esse que te circunda… (e me invade), que saudade transportas no corpo da tua alma… que desejos escondes ainda na sombra imensa que ainda te rodeia… Por mais que ilumines o meu caminho… por mais que me tentes direccionar o olhar para as estradas onde caminho… o teu luar não será nunca uma mera lâmpada... o teu luar, será sempre… a minha sombra.
quinta-feira, dezembro 28, 2006
Ö!
Mostro-me unicamente no reflexo das tuas pálpebras… (é nelas que desenho os sonhos que vais viver durante a noite…)
Peço silêncio aos meus dedos para não acordar esse sorriso com que te deitas…
Pinto da cor do céu um oceano maior onde possas voar… deixo que o aroma da saudade invada esse teu mar de sal e... espero… (espero que o teu suspiro nocturno te desprenda as asas que escondes nos recantos mais sombrios do teu peito).
Tela inacabada pela ausência dos traços marcados da voz que não mais escutas… por mais que te pinte as feições cor de esperança… a textura de tua pele, revela apenas o deserto seco em que se tornou… a fria pedra que um dia o coração cultivou.
terça-feira, novembro 28, 2006
quarta-feira, novembro 15, 2006
É Noite...

Mas… hoje, estás envolvida pelo este manto denso e difuso… tens o escudo em alerta… hoje certamente será o teu dia… será o dia em que tu própria queres ser a protagonista naquela historia do travesseiro ser bom conselheiro… hoje não quererás fazer companhia a quem quer que seja… apenas desejas... ficar ai... no teu cantinho… protegida pelo teu manto branco… hoje és tu a ver a luz enquanto «dormes»… hoje serás tu a descansar a alma!
É por tudo isso, todo este silêncio… todos respeitam o deu descanso…
Sabes Noite… tem uma boa noite… (Dorme bem!)
(a sombra... e os seus momentos)
domingo, novembro 12, 2006
Turning
Por mais brilhantes e encantadores que sejam os momentos a preto e branco… há, sem qualquer tipo de dúvida, momentos em que só os vivendo ao vivo e a cores fazem todo e mais algum sentido!A música pode até colorir a imagem restrita de cores, mas… certamente a imagem aqui criada por cada um de nós… será bem distante… bem diferente… das visões, das cores, das sensações, dos arrepios que ao vivo e a cores pude comprovar!
E é assim… é por este motivo… é depois desta experiência que, cada vez mais, teremos mais vontade ainda de sentir e conhecer… os encantos do preto e branco, posteriormente… conseguiremos mais vivas cores… muito mais será possível fazer… até mesmo um arco-íris construir… quando as únicas cores existentes… são o preto e branco.
sábado, novembro 04, 2006
À Sombra...
Há uma lágrima que chora… para dentro de si mesma…Há uma lágrima que se afoga… no deserto do seu tema….
Há sempre uma lágrima que vive e se alimenta da nossa morte…
A preto e branco se resumem os teus sonhos…
Nem uma lágrima transparente consegues colorir…
Depositas, lentamente, teu olhar no chão… (por lá jaz teu despedaçado coração…) escondes o rosto, não dos outros… escondes o rosto… para que TU não o possas sentir…
De braços caídos, aprisionas-te dentro de ti…
Nem um sorriso libertas… ficas imóvel… tão pouco soluças… apenas te deixas ficar… aqui, onde a luz é ainda mais cega que a tua própria alma… aqui, onde o chão é mais suave que o teu duro coração… aqui, onde a esperança se veste de negro e a fé em ti própria… se suicida a cada abrir e fechar de olhos!
Já não sabes o que sentes… já não sabes sequer sentir… conquistas o direito à vida unicamente porque sabes que a morte te aguarda com um sorriso…
Craig Armstrong - WTC
segunda-feira, outubro 30, 2006
Musicalidades...
Alguns sons poderão parecer estranhos... duros de «entrar» no ouvido... mas, a musica provavelmente não foi feita para ser escutada... foi sim para ser sentida... e esse sentir, tanto nasce nos acordes mais simples como nas melodias mais complexas e «estranhas».
segunda-feira, outubro 23, 2006
Frases (Des)feitas... IV
quinta-feira, outubro 12, 2006
Frases (Des)feitas... III
terça-feira, outubro 10, 2006
«No surprises»
Um dia... acordamos e... não reconhecemos quem somos e no que nos transformamos!
Mas, porque será que tudo isso não surpreende?! Se aquilo que somos é, em grande parte, fruto daquilo que construímos, não será estranho que esta sensação nos seja tão familiar. Podemos não saber em que nos transformamos, mas... certamente sabemos o que nos levou até aquele ponto.
quarta-feira, outubro 04, 2006
[...]
Achei(-me)... perdi(-me)... e regressei à angustia de não saber novamente para onde fugir.
É estranho... mas é quando mais queremos de nós fugir que mais rápido e fortemente acabamos por nos encontrar.
E tudo recomeça... e todo o meu eu me prende... e toda a minha sombra me ilumina...
Fugir de nós próprios... para sempre nos reencontrarmos, é fugir de um pesadelo... para nele continuarmos a viver.


