quarta-feira, junho 01, 2005

Ventos e Mar…


Um destes dias, estava eu de regresso a casa, escutando naquele momento a TSF, por breves segundos num daqueles «medleys» publicitário à musica portuguesa que naquela estação vai (muito e bem) passando, eis que surge uma musica que já não escutava à muito tempo.
Cantava Jorge Palma, «enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar, enquanto houver ventos e mar, a gente não vai parar…»
Uma simples frase, uma simples melodia para que no regresso casa, não mais desvia-se o pensamento daquelas palavras. E lá continuava eu a andar, a estrada lá se mantinha, era mais uma velha conhecida, sabia perfeitamente a rota ideal para não danificar a viatura, todavia, todos os dias, havia motivos para comprovar a não aprendizagem, aquela que supostamente o ser humano vai adquirindo com a vivência.
Apesar de tudo… enquanto houver estrada, eu vou continuar… seguindo meu caminho, sendo ele mais ou menos objectivo, mais ou menos pretendido, seja o do desejo ou do sacrifício… eu vou continuar, tenho que continuar. Pergunto-me então porquê?! Porque a estrada existe, e nela teremos que continuar, mas isso não é suficiente para nós humanos, continuamos porque, acima de tudo, há ventos e mar que persistem com a sua sedução cativar o interesse dos nossos olhares, dos nossos aromas, de todos os sentidos! Talvez seja isso que leva a não pararmos!
Mas que estranha esta contradição, que nos leva a não parar quando estamos menos conscientes da realidade… sim… porque o mar é assim mesmo, avistamos o horizonte, como que querendo abarcar tudo aquilo que a imensidão oceânica esconde… porque mesmo que o vento seja forte, forte o suficiente para nos obrigar a fechar os olhos, não será essa escuridão visual que nos fará parar… É nessa estranha sensação que reside a força da nossa existência, sentindo que no meio de tanto desconhecido, existe algo nosso, algo que só a mim diz respeito…
E assim eu penso…e assim eu sinto… pelo imenso mar adentro parto… sentido os ventos de todas as direcções… num horizonte interminável… de olhos fechados, vejo que o meu sentido, não é norte, não é sul, não é qualquer ponto cardinal… é apenas a liberdade de se sentir à deriva… e será essa liberdade, de mim próprio, que me vai ajudar que «ali» … está o meu Eu!
Enquanto houver ventos e mar… eu não vou parar, mesmo que para isso… em ventos eu vá mergulhar!

4 comentários:

Anónimo disse...

OLÁ COELHA VELHA!
ENTÃO, NEM UMA FOTOGRAFIA DO FILIPE, MAS AFINAL QUEM É ESTE TIPO... É ALTO? É LOIRO? É SIMPÁTICO?
COMIGO ESTÁ TUDO BEM EMBORA AINDA NÃO TENHA EMPREGO...
ANDA UM FIM DE SEMANA A BIANA TOMAR CAFÉ. A JOANA ESTÁ LINDA. BEIJO GDE. LUISA

Anónimo disse...

rectificando:

Há momentos em que as atribulações surgem nas nossas vidas,e não podemos evita-las.
Mas surgiram ali por algum motivo.Só quando as ultrapassamos,entendemos porque estavam ali.

beijinho
Luzd@Estrel@

Cláudia Faro Santos disse...

É a musica que oiço todas as manhãs, quando acordo.

"enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar...
enquanto houver ventos e mar, a gente não vai parar, enquanto houver ventos e mar..."

Porque será...

Luísa disse...

"o que lá vai já deu o que tinha a dar..."


: )